situação 1.
existem várias formas de perder pessoas. a que sempre está na minha cabeça é - continuando o clima do post penúltimo - a morte. desde criança eu tenho a impressão de que posso perder pessoas queridas a qualquer momento. disse um terapeuta uma vez que eu tenho um complexo de rejeição muito grande, que começou quando meus pais me esqueceram até as 10 da noite na escolinha - e eu e até a diretora achou que eles tinham morrido. ainda que eu tenha plena consciência disso, outras duas situações bem pontuais me deixaram alerta sobre a importância de manter as intenções e os sentimentos claros pras pessoas que amamos. acidentes acontecem. vide waiting to die - zero 7.
situação 2.
existem pessoas que independentemente de quão perto ou longe, serão absolutamente as mesmas conosco. é o sentimento de que a relação de confiança e amor permanece. pode ter sua origem na infância ou dois dias atrás. esse sentimento de eternidade, tão típico aos apaixonados, sempre dá as caras quando encontramos alguém que é profundamente amigo. e sobre essa situação a morte não tem poder algum. (por isso meu esforço absurdo em manter minhas relações nessa faixa, ainda que possa doer)
situação 3.
entre o nascimento dos sentimentos mais puros e a morte, um milhão de coisas acontece.
em especial, o perigo de haver passado o sentimento de eternidade. é quando os tempos, de repente, não são mais os mesmos. e quando os tempos e os corpos convergem, as almas já estão separadas. fica bem claro quando uma palavra mal-dita - ou um punhado delas - é irresponsavelmente mantida para sempre, como a última. e quando não existe nenhum esforço de reparo.
síntese.
que última coisa foi dita e como ela expressa o que eu ainda sinto?
e como eu já tenho tudo resolvido nos meus testamentos sentimentais...
quando eu morrer...
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terça-feira, 2 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
banalizzato l’amore
é isso mesmo. que frescurada dessa gente que acha que se está banalizando o amor qndo dizemos que amamos as pessoas. e não podemos? sinto que aí existe uma visão curta do amor. amor de cabresto. amor de uma pessoa só. aquela coisa do tanto amor que eu guardei só pra você.
quanta bobagem. nada pior do que guardar sacas de amor pra alguém que pode perfeitamente não existir, não aparecer, recuar. e por isso espalho, banalizo e difundo a banalização do eu te amo para quem eu amo. afinal, a última coisa que eu gostaria é que eu partisse antes que as pessoas soubessem o que eu sinto.
coisas doces devem ir ao ventilador. e quem sabe que não merece não gosta disso.
x
Preghiera: Signore, tu hai detto, apparendo crocifisso ad una mistica: «Non per scherzo ti ho amata». Perdonaci perché abbiamo banalizzato l’amore, lo abbiamo reso uno scherzo. Donaci di conoscere l’amore vero, l’unico che nutre anche se costa. Insegnamelo e dammi la forza per viverlo.
quanta bobagem. nada pior do que guardar sacas de amor pra alguém que pode perfeitamente não existir, não aparecer, recuar. e por isso espalho, banalizo e difundo a banalização do eu te amo para quem eu amo. afinal, a última coisa que eu gostaria é que eu partisse antes que as pessoas soubessem o que eu sinto.
coisas doces devem ir ao ventilador. e quem sabe que não merece não gosta disso.
x
Preghiera: Signore, tu hai detto, apparendo crocifisso ad una mistica: «Non per scherzo ti ho amata». Perdonaci perché abbiamo banalizzato l’amore, lo abbiamo reso uno scherzo. Donaci di conoscere l’amore vero, l’unico che nutre anche se costa. Insegnamelo e dammi la forza per viverlo.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sleepy
esse meu último post foi exatamente uma semana antes de eu ter me aninhado nos braços dele, depois de uma semana absolutamente deliciosa. jogatina, absolut, samba, sexo, soninho. só tenho na memória imagens aproximadas, trêmulas, borradas pela vodka. meu nariz sobre o pescoço dele. o sorriso largo dele, o sorriso mais lindo do mundo. a textura da barba dele, dos cabelos, da pele. as mãos que eu adoro, a pressão da respiração dele nas costelas. lindo! inteiramente lindo!
que delicia estar aninhadinha nos braços dele. não formigam? não, não formigam, pode por a cabeça... e acordar rindo quando ele ronca. isso mesmo. rindo. quem gosta do ronco de alguém está gostando demais do roncador. do que você está rindo? pára de rir e dorme! e me abraça apertadinho, e segura minhas mãos, e me confunde demais. demais mesmo.
que delicia estar aninhadinha nos braços dele. não formigam? não, não formigam, pode por a cabeça... e acordar rindo quando ele ronca. isso mesmo. rindo. quem gosta do ronco de alguém está gostando demais do roncador. do que você está rindo? pára de rir e dorme! e me abraça apertadinho, e segura minhas mãos, e me confunde demais. demais mesmo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
11 de
dezembro.
e se for fácil de descobrir? e se meu estilo de escrita for identificável? são quase seis da manhã e eu ainda não dormi. tive uma semana absolutamente desregrada. trabalhando demais, me divertindo igualmente, sonhando acordada além da conta. faltou tempo para comer e dormir. hoje meu corpo pediu água, e não foi por ressaca. tem uma pessoa que anda tirando meu sono. eu não tenho como evitar. aliás, se pudesse, já teria controlado essa situação há mais de um ano. e sinceramente, não estou nem aí pra “reciprocidades”. o que eu sinto é livre, às vezes meio aflitivo, mas em geral muito leve. gostaria de passar mais tempo com ele, mas acho que ele tem medo de perder o controle. eu queria dilatar os minutos em que ele está próximo de mim. queria me transportar pro quarto dele e vê-lo dormir. amanheceu.
e se for fácil de descobrir? e se meu estilo de escrita for identificável? são quase seis da manhã e eu ainda não dormi. tive uma semana absolutamente desregrada. trabalhando demais, me divertindo igualmente, sonhando acordada além da conta. faltou tempo para comer e dormir. hoje meu corpo pediu água, e não foi por ressaca. tem uma pessoa que anda tirando meu sono. eu não tenho como evitar. aliás, se pudesse, já teria controlado essa situação há mais de um ano. e sinceramente, não estou nem aí pra “reciprocidades”. o que eu sinto é livre, às vezes meio aflitivo, mas em geral muito leve. gostaria de passar mais tempo com ele, mas acho que ele tem medo de perder o controle. eu queria dilatar os minutos em que ele está próximo de mim. queria me transportar pro quarto dele e vê-lo dormir. amanheceu.
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