coisas em seus lugares - certos. e isso eu geralmente meço pelo teor dos meus sonhos. quando vão perdendo o caráter "urgente" de pontuar coisas obscuras e se tornam em sequências deliciosas, dessas que vale a pena tentar continuar no dia seguinte, está tudo bem.
eu até sonhei que eu entrei num elevador e ele não foi surpreendentementte pro lado, conforme sempre faz!
minhas idéias sobre a dissertação já são desenháveis. finalmente tenho noção da discussão teórica que pretendo e posso fazer. os últimos livros necessários estão a caminho. como de costume, minha casa está uma bagunça absoluta e eu até sinto cheiro de chocolate no ar, e a gula ausente...
to num fase de comida sem tempero. que amor, minha mãe está fazendo comidas com pouco tempero pra mim e eu temperei com sal e azeite de oliva. hummmmm, não tem nada melhor nesse mundo: frango desmanchado na panela de barro, sal e azeite de oliva. suco de goiaba, uma farofinha com azeitona e ovo, rúcula e agrião. bem equilibrado.
só gente estagnada investe em carboidratos, oi?
e agora volto a dançar tango, expressar essa vênus em escorpião vendada, amordaçada, amarrada e adormecida de inanição.
*aliás, essa magrela de-olhos-lindos aí embaixo é uma grande inspiração pra voltar a dançar. e eu já marquei a data. assim harmonizarei malbec, alacip e tango. será o melhor dos julhos!
Mostrando postagens com marcador tango. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tango. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 17 de março de 2010
tanguedia
hoje eu entendo várias coisas que eu não entendia hoje. resolvi ouvir piazzolla e ver uns tangos bailados. e percebi q minha vida afetiva é una verdadera tanguedia... realmente tenho motivos pra sentir com veracidade os desesperos lunfardos e compartilhar o desespero portenhos. uma dança colada com quem você não pode ter, não podem ver. é só uma dança e ela acaba. eis o tango.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
l´uomo conduce ma la donna non é una marionetta
Sempre vi no tango algo libertador.
Que falem todos da predominância masculina e a regra da condução das mãos do homem.
Discordo.
No tango, a mulher pode ter todo o controle, se quiser.
Em relação a todas as outras danças de salão, acredito que o tango é a única dança cuja delícia – para a mulher – reside justamente em fugir do domínio masculino, mostrar as brechas e incoerências de sua condução, e submeter-se, quando bem quiser – e somente se quiser – ao seu domínio, quando na verdade, as únicas coisas a se submeter são as regras do jogo: Os oito passo.
No tango uma mulher subserviente não acrescenta ao espetáculo, ao contrário.
No tango, a mulher tem que deixar o cara tonto, passando mal, perdendo o controle. E o mais importante, fazê-lo perceber que não tem controle nenhum, que pode não ser obedecido. As melhores dançarinas sabem que em cada condução masculina existem possibilidades de se fugir dela. Poderia ser dito que elas fogem, estabelecem os limites do seu domínio.
O melhor exemplo que encontrei disso está aqui. Taí o exemplo de uma potencial boss portenha.
* o título do post é o título de um artigo por mim ainda não encontrado da italiana Lidia Ferrari.
Assinar:
Postagens (Atom)