quarta-feira, 28 de abril de 2010

This is how it works

You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath

No, this is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took
And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else's heart
Pumping someone else's blood
And walking arm in arm
You hope it don't get harmed
But even if it does
You'll just do it all again

segunda-feira, 5 de abril de 2010

buy some furniture or admit that you're empty inside

domingo, 4 de abril de 2010

http://www.nytimes.com/2009/01/13/science/13tier.html?_r=1

terça-feira, 30 de março de 2010

lição escorpiana

"You know what charm is: a way of getting the answer yes
without having asked any clear question."
Albert Camus

alguém já viu essa cena? 2

Depending on the moment, Venus in Scorpio will shoot you one of the most piercing glares around, or totally blow up. Whichever style they choose, a slighted Scorpio lover is not a pretty sight. These people can be jealous of all of your attachments, but few will admit it (...) They're not afraid of being underhanded in matters of the heart, and they are experts at cutting through all the fluff and seeing you for what you are. Still, you may find their conclusions about you seem skewed and mistrustful.

drummond

Confissão

Não amei bastante meu semelhante,
não catei o verme nem curei a sarna.
Só proferi algumas palavras,
melodiosas, tarde , ao voltar da festa.

Dei sem dar e beijei sem beijo.
(Cego é talvez quem esconde os olhos
embaixo do catre.) E na meia-luz
tesouros fanam-se, os mais excelentes.

Do que restou, como compor um homem
e tudo o que ele implica de suave,
de concordâncias vegetais, múrmurios
de riso, entrega, amor e piedade?

Não amei bastante sequer a mim mesmo,
contudo próximo. Não amei ninguém.
Salvo aquele pássaro -vinha azul e doido-
que se esfacelou na asa do avião.

domingo, 28 de março de 2010

represa

nunca tive uma amidalite dessas solteira.
na verdade, dessas, nunca.

nunca fiquei por mais de 5 dias sofrendo. não consigo comer, estou profundamente fraca.

se no começo da doença eu praticamente chorava de desespero por não ter alguém junto comigo pra me carregar de casa pro hospital e do hospital pra casa, hoje, no sexto dia, eu me sinto muito muito muito sábia sozinha. e não quero ver nem falar com ninguém. esse processo é meu.

com relação às poucas pessoas que eu vi, senti que eu estava somente falando o que valia o custo da dor de falar.

os silencios têm sido mais agradáveis. não é um contrasenso? se a amidalite em geral tem sua causa em sapos engolidos, o preço a se pagar é o silêncio compulsório?

não entendo. tem algo errado nessa lógica, que talvez seja o seguinte: adoecemos porque expressamos o errado, nunca o essencial.

e o essencial eu não posso expressar mesmo. então o segredo é não pensar e retirar a centralidade dos sentimentos que eu sou forçada a reprimir. as pessoas não querem ouvir e não vão ouvir. então eu tenho que eliminar quem não quer ouvir e assim tudo flui.

interessante também deixar registrado que a minha incomunicabilidade não é apenas por palavras. eu também estou sofrendo pra responder as pessoas no msn, mensagem no celular, gtalk, tudo ...

é como se meu cérebro preferisse fazer um voto de silêncio.
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